Here I am now in Jarna, Sweden as a contributor to the Youth Initiative Program (www.yip.se) that gathers young from 18 to 25 for a whole year so can learn and experience practices of social entrepreneurship. The place is beautiful and is considered to be the center for Antroposophy in Scandinavia, so is quite special...
As Jasmine (my mate for this work, whom I met in Copenhagen) and I were walking towards the venue where the training would take place on Monday morning, this beautiful deer came running and crossed our way. It was just amazing and I wonder what was the sign it was bringing for us.
As the week passes by, and we unfold the Chaordic Stepping Stones to the group and they respond to us saying they are really liking it and that it's being at perfect timing, I realize the deer was telling me about having the courage to step up and take leadership to pass on the knowledge and experience that I have. As I go sharing with these youngsters what my journey has been and what I am holding for the future, it grows bigger in me the sense of responsibility to play an active and intentional role in hosting youth in becoming their full potential as well as bridging them with the adult/ elder world.
And I am so grateful for that clarity and for the opportunity to be here now.
Aprendizagens na prática de anfitriã de conversas: O belo e a poesia nas pequenas coisas: O alegre e o doído da vida num olhar singelo: Aquilo que é porque é
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20 janeiro 2010
27 dezembro 2009
Cidades divididas
Berlim, Nicosia, Jerusalem. O que essas cidades tem em comum? Sao ou foram cidades divididas, separadas em si mesmas.
Aqui em Berlim, me dou conta de que nesse ano visitei essas tres cidades que tem em comum essa marcante caracteristica. Uma marca, passada ou presente, que deixa todo o seu povo, sua arquitetura, sua cultura e a imagem que o mundo tem delas, marcada.
Aqui me relembro novamente do poder que as pessoas unidas tem, para fazer a mudanca que querem e precisam no seu mundo. Aqui em Berlim, foi assim que o muro veio abaixo e so assim. Depois de 28 anos, quando as tantas pessoas ja tiveram sido morta tentando atravessar as fronteiras impostas pela ganancia por controle, e tantas outras morreram mortas pelo sistema, quando a vida tornara-se quase insuportavel, milhares de pessoas foram juntas as ruas da parte leste da cidade para gritar por liberdade e para fazer acontecer. E conseguiram, no dia 09 de Novembro de 1989.
Isso me faz crer ainda mais que as pessoas de Israel e de Cyprus e das outras cidades que ainda tem seus povos divididos e apartados, facam por onde para que a repressao e a intolerancia acabe. Que facam cair os muros (internos e externos) que tao desumanamente impedem ou coibem a circulacao das pessoas, a troca de informacoes, a manifestacao e regeneracao da vida.
Igual, o encontro em Copenhagen, me fez concluir que a mudanca verdadeira vira com cada um de nos e a nossa capacidade de nos auto-organizarmos em comunidades conscientes e influentes por nossa integridade, valores e perseveranca.
Da minha parte, continuarei a construir comunidades por onde passar e com quem estiver, cada vez mais conscientes e profundas, com intereza e capazes de agir prontamente as mudancas do nosso tempo, para que elas sejam como nos queremos que seja.
Aqui em Berlim, me dou conta de que nesse ano visitei essas tres cidades que tem em comum essa marcante caracteristica. Uma marca, passada ou presente, que deixa todo o seu povo, sua arquitetura, sua cultura e a imagem que o mundo tem delas, marcada.
Aqui me relembro novamente do poder que as pessoas unidas tem, para fazer a mudanca que querem e precisam no seu mundo. Aqui em Berlim, foi assim que o muro veio abaixo e so assim. Depois de 28 anos, quando as tantas pessoas ja tiveram sido morta tentando atravessar as fronteiras impostas pela ganancia por controle, e tantas outras morreram mortas pelo sistema, quando a vida tornara-se quase insuportavel, milhares de pessoas foram juntas as ruas da parte leste da cidade para gritar por liberdade e para fazer acontecer. E conseguiram, no dia 09 de Novembro de 1989.
Isso me faz crer ainda mais que as pessoas de Israel e de Cyprus e das outras cidades que ainda tem seus povos divididos e apartados, facam por onde para que a repressao e a intolerancia acabe. Que facam cair os muros (internos e externos) que tao desumanamente impedem ou coibem a circulacao das pessoas, a troca de informacoes, a manifestacao e regeneracao da vida.
Igual, o encontro em Copenhagen, me fez concluir que a mudanca verdadeira vira com cada um de nos e a nossa capacidade de nos auto-organizarmos em comunidades conscientes e influentes por nossa integridade, valores e perseveranca.
Da minha parte, continuarei a construir comunidades por onde passar e com quem estiver, cada vez mais conscientes e profundas, com intereza e capazes de agir prontamente as mudancas do nosso tempo, para que elas sejam como nos queremos que seja.
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23 julho 2009
Hosting the Flow Game in Istanbul
And so we played the Flow Game* in Istanbul to inquiry How to Ground the Call of Action I Want to Take Forward Now?
Five people participated: Basak, Filiz Telek, Aaron Pereira, Luke Concannon and Yasemin and we played it for one day and a half.
Much clarity had emerged as the rounds took place and the cards would be inviting our intelligence and wisdom to be spoken.
Luke hosted us with his music on our check in and check out - as we can see at the video :)
*The Flow Game is a process designed as a board game that creates the space for individual and collective consciousness and intelligence to emerge through reflection, dialogue and interactive learning.
The purpose and intent of the Flow Game is to strengthen and bring flow to the life affirming leadership and actions of the participant. Its aim is to strengthen and bring focus and flow into important area or question in one’s life - be it a project, a future direction of your work or relationships or as part of your personal growth.
For more information: www.flowgame.net
08 abril 2009
Trabalhando com o Governo
Ontem foi um dia cheio de reflexões! Um dia inteiro de oficina com o Allan Kaplan sobre "Formas Alternativas de Ver". Ufa!!! De pirar o cabeção... Mas isso fica para um próximo post - a medida em que for digerindo o que vivenciei... A noite, conversando com meu vizinho, me despertei para uma visão que nunca tinha tido, apesar de por muitas vezes ter buscado entender melhor e pensar a esse respeito sem muito sucesso: as possibilidades em parceria com o governo.
E chegando aqui no Ning agorinha fiquei muito feliz em poder compartilhar o que fiquei pensando sobre isso. E mais do que isso, fazer um convite para pensar junto, fazer um proposta de projeto, sei lá, dar mais consistência para isso.
Então vamos lá...
Me dizia meu amigo, que é dançarino e músico, que ele está trabalhando desde o ano passado num programa da prefeitura chamada Vocacional, que tem como objetivo impulsionar e melhorar a produção artistica de grupos musicais, de dança e teatro pela cidade. Ele então é contratado por um bom período do ano para dar suporte a grupos musicais em um CEU da zona sul duas vezes por semana. Me contava ele que esta experiencia tem sido muito rica no sentido de expandir sua visão sobre a cidade e por possibilitar que ele trabalhe com um publico tão diferente desse a que estamos acostumados da Vila Madalena e cia ltda.
Enquanto ele ia me contando isso, eu pensava comigo: "Nossa quero fazer isso também!" Me imaginava tendo encontros periódicos com pessoas de regiões distantes da minha realidade com o propósito de construir alguma coisa em conjunto a partir dessa minha prática de facilitação de desenvolvimento. E tentei me lembrar se já conheci ou ouvi falar de alguem que tivesse sido contratado pelo governo para prestar esse tipo de serviço, como faz o meu amigo músico e outros artistas que conheço. Não consegui. O mais perto que cheguei, foram conhecidos formados em sociologia que trabalhavam como educadores (de informática e coisas do gênero).
E isso me fez pensar:
Como seria um projeto de desenvolvimento social local da prefeitura de São Paulo para oferecer a população uma "consultoria" em processo de desenvolvimento?
Qual seria o impacto para o desenvolvimento social da cidade se o governo oferecesse formação sobre direitos e deveres do cidadão, legislação, controle social e accountability?
Qual seria o impacto se o governo contratasse profissionais de desenvolvimento para auxiliar a formação de lideranças locais para mobilizar a ação conjunta local em prol do desenvolvimento social?
Algumas coisas me vêem em mente sobre isso. A primeira delas é que essa seria mais uma forma de aproximar o governo da população com base na ação para o coletivo, para bem comum e o desenvolvimento de todos. Pois eu pessoalmente não considero o governo com um ator/receptor das minhas ações sociais. E mais do que isso, só vislumbro a possibilidade de ação em conjunto a partir de um convênio de um projeto de uma ONG ou trabalhando em alguma de suas instâncias.
Esta relação de contratação de profissionais para serem consultores para a população abre a possibilidade de uma relação produtiva e generativa com o governo e com a própria população. E Me parece ter uma qualidade diferente daquela estabelecida quando uma organização social é contratada para realizar um determinado projeto. Não sei exatamente porque e o que é essa qualidade, mas sinto que tem a ver com o fato de não haver a defesa de uma determinada agenda, e sim a "prestação de um serviço" para um propósito coletivo que está baseado exclusivamente no know-how destes profissionais contratados.
Isso sem contar com o impacto que eu imagino que essa abordagem teria nas pessoas que participassem do processo. Elas por sua vez teriam conhecimento e, espera-se alguma prática, sobre as ferramentas para fazer acontecer as mudanças sociais necessárias, seja mobilizando sua comunidade para ação, propondo projetos, seja demandando dos orgãos responsáveis o que lhes é de direito, seja fiscalizando o orçamento dos orgão responsáveis e cobrando eficiência e ação, quanto acessando o Ministério Público quando necessário para fazer valer as leis. A população por sua vez sentiria-se mais próxima do governo, não de uma abordagem de quem pede e reclama, mas de quem cria com, e pensa e age por si.
Enfim, tudo isso me inspirou a buscar os governos e suas instancias para entender melhor sua lógica e assim pensar em formas de chegar para ajudar na sua abertura para novas formas de trabalhar e assim realmente responder ao seu proósito, cada vez melhor.
Eu quero fazer parte desta nova forma de trabalhar!
E chegando aqui no Ning agorinha fiquei muito feliz em poder compartilhar o que fiquei pensando sobre isso. E mais do que isso, fazer um convite para pensar junto, fazer um proposta de projeto, sei lá, dar mais consistência para isso.
Então vamos lá...
Me dizia meu amigo, que é dançarino e músico, que ele está trabalhando desde o ano passado num programa da prefeitura chamada Vocacional, que tem como objetivo impulsionar e melhorar a produção artistica de grupos musicais, de dança e teatro pela cidade. Ele então é contratado por um bom período do ano para dar suporte a grupos musicais em um CEU da zona sul duas vezes por semana. Me contava ele que esta experiencia tem sido muito rica no sentido de expandir sua visão sobre a cidade e por possibilitar que ele trabalhe com um publico tão diferente desse a que estamos acostumados da Vila Madalena e cia ltda.
Enquanto ele ia me contando isso, eu pensava comigo: "Nossa quero fazer isso também!" Me imaginava tendo encontros periódicos com pessoas de regiões distantes da minha realidade com o propósito de construir alguma coisa em conjunto a partir dessa minha prática de facilitação de desenvolvimento. E tentei me lembrar se já conheci ou ouvi falar de alguem que tivesse sido contratado pelo governo para prestar esse tipo de serviço, como faz o meu amigo músico e outros artistas que conheço. Não consegui. O mais perto que cheguei, foram conhecidos formados em sociologia que trabalhavam como educadores (de informática e coisas do gênero).
E isso me fez pensar:
Como seria um projeto de desenvolvimento social local da prefeitura de São Paulo para oferecer a população uma "consultoria" em processo de desenvolvimento?
Qual seria o impacto para o desenvolvimento social da cidade se o governo oferecesse formação sobre direitos e deveres do cidadão, legislação, controle social e accountability?
Qual seria o impacto se o governo contratasse profissionais de desenvolvimento para auxiliar a formação de lideranças locais para mobilizar a ação conjunta local em prol do desenvolvimento social?
Algumas coisas me vêem em mente sobre isso. A primeira delas é que essa seria mais uma forma de aproximar o governo da população com base na ação para o coletivo, para bem comum e o desenvolvimento de todos. Pois eu pessoalmente não considero o governo com um ator/receptor das minhas ações sociais. E mais do que isso, só vislumbro a possibilidade de ação em conjunto a partir de um convênio de um projeto de uma ONG ou trabalhando em alguma de suas instâncias.
Esta relação de contratação de profissionais para serem consultores para a população abre a possibilidade de uma relação produtiva e generativa com o governo e com a própria população. E Me parece ter uma qualidade diferente daquela estabelecida quando uma organização social é contratada para realizar um determinado projeto. Não sei exatamente porque e o que é essa qualidade, mas sinto que tem a ver com o fato de não haver a defesa de uma determinada agenda, e sim a "prestação de um serviço" para um propósito coletivo que está baseado exclusivamente no know-how destes profissionais contratados.
Isso sem contar com o impacto que eu imagino que essa abordagem teria nas pessoas que participassem do processo. Elas por sua vez teriam conhecimento e, espera-se alguma prática, sobre as ferramentas para fazer acontecer as mudanças sociais necessárias, seja mobilizando sua comunidade para ação, propondo projetos, seja demandando dos orgãos responsáveis o que lhes é de direito, seja fiscalizando o orçamento dos orgão responsáveis e cobrando eficiência e ação, quanto acessando o Ministério Público quando necessário para fazer valer as leis. A população por sua vez sentiria-se mais próxima do governo, não de uma abordagem de quem pede e reclama, mas de quem cria com, e pensa e age por si.
Enfim, tudo isso me inspirou a buscar os governos e suas instancias para entender melhor sua lógica e assim pensar em formas de chegar para ajudar na sua abertura para novas formas de trabalhar e assim realmente responder ao seu proósito, cada vez melhor.
Eu quero fazer parte desta nova forma de trabalhar!
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07 abril 2009
08 março 2009
Conexão Borboleta
É no silêncio que muito acontece! Coisas tomam outras formas, formas tomam profundidade e se consolidam ou simplesmente perdem sua forma inicial para dar espaço para algo novo, único, especial. E assim são as borboletas. Estes seres mágicos que carregam em suas asas uma unicidade distintiva ao mesmo tempo em que tão bela e inspiradora para o mundo ao seu redor.
Em um processo lento e silencioso elas se transmutam de lagarta em casulo, e então em borboletas que logo lançam vôo levando consigo toda uma história de aprendizado e auto-desenvolvimento, a qual compartilham de forma leve, alegre e feliz em todos os lugares onde passam.
Quando ainda lagartas, são seres que se alimentam voraz e incessantemente, se nutrindo e se preparando por muitos dias para logo se recolherem em seu casulo, em um período de total introspecção e transformação química e fisiológica – em um período de silêncio e aconchego do ser que era, do ser que é e daquele em que se vai tornar.
Da crisálida surge a borboleta, um ser que agora tem sua forma final, sua missão e seu papel na natureza definidos. Um ser que sai ao mundo, indo de flor em flor, se nutrindo e levando consigo o melhor de cada uma – o néctar, o alimento dos deuses. Pequenas ou grandes, algumas mais coloridas outras menos, as borboletas levam ao vários jardins do mundo a vida, o recomeço e também o contínuo de um processo. Polinizando aqui e acolá, possibilitam o surgimento do novo, o desenvolvimento das espécies e também a perpetuação do que existe e é bom e belo.
Assim também são os jovens: se nutrem a partir das mais diferentes fontes, estudando, envolvendo-se com projetos, conhecendo pessoas, desenvolvendo idéias, as mais distintas e variadas o possível, para que com o tempo, à medida que amadurecem, façam suas escolhas com maior consciência e certeza, não somente com base nas experiências que tiveram, mas principalmente, de acordo com seus valores e seu ímpeto motivador.
Por isso, Conexão Borboleta é um encontro de líderes jovens que já identificam um desejo de servir ao mundo e que são convidados a procurar sua motivação e suas forças e talentos em si mesmos para fazer escolher conscientes dos próximos passos a serem dados rumo ao futuro.
Um novo estilo de liderança está surgindo: um líder que compreende os modelos atuais de liderança e sabe trabalhar com os recursos externos e com a mobilização de pessoas, mas também está conectado consigo mesmo e com o chamado do que o mundo está lhe pedindo, trabalhando para si e para o outro. O líder que serve apenas a si mesmo ou apenas ao outro está dando lugar a uma pessoa servidora de seus valores, que identifica seu chamado e trabalha em harmonia com ele.
"Neste momento, ao observarmos a condição do mundo, muitos de nós temos o desejo de servir ao mundo. Mas se nossa própria mente fica afetada pela condição do mundo, não podemos de fato servir ao mundo. Uma mente que está preenchida de raiva ou tristeza não é capaz de servir." Dadi Janki – BKSU
QUANDO: Abril 2009 (Brasil)
Junho (Grécia)
VEJA O CONVITE: http://invitation.conexaoborboleta.org/
Em um processo lento e silencioso elas se transmutam de lagarta em casulo, e então em borboletas que logo lançam vôo levando consigo toda uma história de aprendizado e auto-desenvolvimento, a qual compartilham de forma leve, alegre e feliz em todos os lugares onde passam.
Quando ainda lagartas, são seres que se alimentam voraz e incessantemente, se nutrindo e se preparando por muitos dias para logo se recolherem em seu casulo, em um período de total introspecção e transformação química e fisiológica – em um período de silêncio e aconchego do ser que era, do ser que é e daquele em que se vai tornar.
Da crisálida surge a borboleta, um ser que agora tem sua forma final, sua missão e seu papel na natureza definidos. Um ser que sai ao mundo, indo de flor em flor, se nutrindo e levando consigo o melhor de cada uma – o néctar, o alimento dos deuses. Pequenas ou grandes, algumas mais coloridas outras menos, as borboletas levam ao vários jardins do mundo a vida, o recomeço e também o contínuo de um processo. Polinizando aqui e acolá, possibilitam o surgimento do novo, o desenvolvimento das espécies e também a perpetuação do que existe e é bom e belo.
Assim também são os jovens: se nutrem a partir das mais diferentes fontes, estudando, envolvendo-se com projetos, conhecendo pessoas, desenvolvendo idéias, as mais distintas e variadas o possível, para que com o tempo, à medida que amadurecem, façam suas escolhas com maior consciência e certeza, não somente com base nas experiências que tiveram, mas principalmente, de acordo com seus valores e seu ímpeto motivador.
Por isso, Conexão Borboleta é um encontro de líderes jovens que já identificam um desejo de servir ao mundo e que são convidados a procurar sua motivação e suas forças e talentos em si mesmos para fazer escolher conscientes dos próximos passos a serem dados rumo ao futuro.
Um novo estilo de liderança está surgindo: um líder que compreende os modelos atuais de liderança e sabe trabalhar com os recursos externos e com a mobilização de pessoas, mas também está conectado consigo mesmo e com o chamado do que o mundo está lhe pedindo, trabalhando para si e para o outro. O líder que serve apenas a si mesmo ou apenas ao outro está dando lugar a uma pessoa servidora de seus valores, que identifica seu chamado e trabalha em harmonia com ele.
"Neste momento, ao observarmos a condição do mundo, muitos de nós temos o desejo de servir ao mundo. Mas se nossa própria mente fica afetada pela condição do mundo, não podemos de fato servir ao mundo. Uma mente que está preenchida de raiva ou tristeza não é capaz de servir." Dadi Janki – BKSU
QUANDO: Abril 2009 (Brasil)
Junho (Grécia)
VEJA O CONVITE: http://invitation.conexaoborboleta.org/
22 janeiro 2009
Criando com nossa potência
Afinal o que é que acontece quando estamos trabalhando em nossa máxima potencia?
O que nos motiva a doar o melhor de nós dentro de um coletivo?
O que nos motiva a acreditar e confiar que o resultado final será tudo de melhor que podiamos fazer?
Criar junto e construir a partir do fluxo das idéias e talentos de cada um.
Será uma técnica que se aprende, ou uma sabedoria latente esperando ser despertada?
Quando num grupo deixamos aflorar as paixões de cada um, a faísca logo vira chama e a chama torna-se fogueira de São João, que ilumina até bem alto no céu.
Uma chama puxando a outra, numa dança de labaredas vermelhas, laranja, azul e roxo que se misturam e se destinguem. Ora uma, ora outra, cada qual no seu tempo com seu ardor, trazem vida ao fogo que está lá.
Por vezes achamos que das cinzas chegamos ao fim...do fogo...da energia...um luto... um insucesso...
Mas tem fogo de cinza - me disse o índio guarany - fogo que pega diferente, enquanto todas as chamas já foram dormir, uma acorda e ganha vida para chamar as outras.
Na dança da criação coletiva, cada qual com seu calor, faz potente a capacidade de transformar, o que é conflito em presente, o que é meu em nosso, o que é impossível em possível.
E qual é mesmo a força da minha potencia?
É isso! E muito mais...
A minha coragem é o limite.
Nada mais precisa estar, só parceiros, amor e entrega.
O que nos motiva a doar o melhor de nós dentro de um coletivo?
O que nos motiva a acreditar e confiar que o resultado final será tudo de melhor que podiamos fazer?
Criar junto e construir a partir do fluxo das idéias e talentos de cada um.
Será uma técnica que se aprende, ou uma sabedoria latente esperando ser despertada?
Quando num grupo deixamos aflorar as paixões de cada um, a faísca logo vira chama e a chama torna-se fogueira de São João, que ilumina até bem alto no céu.
Uma chama puxando a outra, numa dança de labaredas vermelhas, laranja, azul e roxo que se misturam e se destinguem. Ora uma, ora outra, cada qual no seu tempo com seu ardor, trazem vida ao fogo que está lá.
Por vezes achamos que das cinzas chegamos ao fim...do fogo...da energia...um luto... um insucesso...
Mas tem fogo de cinza - me disse o índio guarany - fogo que pega diferente, enquanto todas as chamas já foram dormir, uma acorda e ganha vida para chamar as outras.
Na dança da criação coletiva, cada qual com seu calor, faz potente a capacidade de transformar, o que é conflito em presente, o que é meu em nosso, o que é impossível em possível.
E qual é mesmo a força da minha potencia?
É isso! E muito mais...
A minha coragem é o limite.
Nada mais precisa estar, só parceiros, amor e entrega.
13 janeiro 2009
Com despretensão
A cada dia me surpreendo mais com o poder da despretensão! Um estado simples, singelo e um tanto dificil para se permanecer. Uma forma de sentir, agir e de se colocar no mundo bastante distinta daquela a que estamos acostumados - ou melhor doutrinados. Na despretensão tudo é possível! Aquilo que se espera ser não existe. O que existe é o que é ou está em processo de vir a ser. Aquilo que se quer que seja fica perdido em meio ao que está sendo no presente, no ato do agora.
Neste estado de alma e de corpo, reina uma constante prontidão para responder aos estímulos que nos são dados a todo momento. Impera um estado de alerta que vê possibilidades em tudo, a partir de uma perspectiva simples e verdadeira.
Tenho experimentado o poder deste estado de despretensão em diferentes momentos nos últimos dias. A começar por uma viagem de final de ano de todo despretenciosa e contudo maravilhosa, que aconteceu com um convite espontâneo e com intenção de coração. E vem se reforçando também em encontros de trabalho a medida em que tomo mais consciência de que o importante é se preparar com pouco e chegar com muito espaço vazio para deixar ser preenchido na troca com os outros.
Noutro dia por exemplo tive uma reunião com um grupo já conhecido na qual se queria pensar o propósito de um encontro com toda a equipe da organização. Eu estava introduzindo ao grupo uma amiga/parceira que convidei para realizar o trabalho comigo. Tinhamos nos encontrado algumas horas antes para um almoço longo que serviu para nos atualizarmos das novidades uma da outra e também para eu fazer um briefing sobre o cliente, o trabalho e assim pensarmos no desenho da reunião. Feito isso, de maneira muito leve e resumida aos pontos essenciais, desenhamos um fluxo de encontro em que deixariamos o bastão da fala rodar pelas pessoas presentes para que expussesem a importância que elas viam no encontro a ser planejado, ao mesmo tempo em que faziamos uma colheita num flip chart ao centro da mesa. E assim foi o desenrolar da nossa reunião, feita uma breve contextualização, o bastão começou a circular ao redor da mesa e as pessoas foram trazendo suas opiniões sobre o encontro em questão, enquanto minha parceira ia tomando nota dos pontos principais... Até que ao final da primeira rodada tinhamos padrões identificados na fala de cada um que logo construiram uma estrutura geral para o encontro que estavamos planejando. Isso tudo, assim, sem grandes discussões, debates ou enorme tempo de reunião, simplesmente com a despretensão e forte intenção de que fosse ali criado um espaço para juntos chegarmos a uma clareza sobre o encontro em pauta. Despretencioso também foi o convite para minha amga/parceira entrar comigo neste trabalho. Já haviamos trabalhado (indiretamente) juntas em outros projetos e desde que começamos a nos conhecer melhor sentia com ela aquela ressonância necessária para chamar alguem de parceiro/a. Era algo assim meio intuitivo, baseado na amizade que temos desenvolvido que me fazia ter quase certeza de que trabalhar juntas seria quase um casamento. E foi! Sem fazer força nenhuma estávamos as duas lá, uma completando a outra no agir e no pensar, e naquilo que está se provando ser tão importante, na despretensão e a presença.
Para praticar esse tipo de despretensão a que me refiro estou descobrindo também é gigante necessidade do desapego. Isso mesmo, d-e-s-a-p-e-g-o! Desapego das minhas próprias idéias pré-concebidas, da cobrança por ter sempre as respostas certas e prontas antes do tempo, da falsa noção de que muito e mais é melhor. Enfim, desapego daquilo que se quer que seja ou de quem se acha que é, para simplesmente deixar tudo ser como é! E isso tem sido um exercício e tanto, que com a prática se torna menos doloroso e muito mais prazeiroso e divertido. Requer treino, uma boa dose de entrega e outro tanto de confiança. Eu diria que aqui se é importante ter confiança no caos e na aparente desordem e insucesso, bem como no tempo que é natural a cada uma das coisas, processos e pessoas. Afinal dá tudo sempre certo no final!
Neste estado de alma e de corpo, reina uma constante prontidão para responder aos estímulos que nos são dados a todo momento. Impera um estado de alerta que vê possibilidades em tudo, a partir de uma perspectiva simples e verdadeira.
Tenho experimentado o poder deste estado de despretensão em diferentes momentos nos últimos dias. A começar por uma viagem de final de ano de todo despretenciosa e contudo maravilhosa, que aconteceu com um convite espontâneo e com intenção de coração. E vem se reforçando também em encontros de trabalho a medida em que tomo mais consciência de que o importante é se preparar com pouco e chegar com muito espaço vazio para deixar ser preenchido na troca com os outros.
Noutro dia por exemplo tive uma reunião com um grupo já conhecido na qual se queria pensar o propósito de um encontro com toda a equipe da organização. Eu estava introduzindo ao grupo uma amiga/parceira que convidei para realizar o trabalho comigo. Tinhamos nos encontrado algumas horas antes para um almoço longo que serviu para nos atualizarmos das novidades uma da outra e também para eu fazer um briefing sobre o cliente, o trabalho e assim pensarmos no desenho da reunião. Feito isso, de maneira muito leve e resumida aos pontos essenciais, desenhamos um fluxo de encontro em que deixariamos o bastão da fala rodar pelas pessoas presentes para que expussesem a importância que elas viam no encontro a ser planejado, ao mesmo tempo em que faziamos uma colheita num flip chart ao centro da mesa. E assim foi o desenrolar da nossa reunião, feita uma breve contextualização, o bastão começou a circular ao redor da mesa e as pessoas foram trazendo suas opiniões sobre o encontro em questão, enquanto minha parceira ia tomando nota dos pontos principais... Até que ao final da primeira rodada tinhamos padrões identificados na fala de cada um que logo construiram uma estrutura geral para o encontro que estavamos planejando. Isso tudo, assim, sem grandes discussões, debates ou enorme tempo de reunião, simplesmente com a despretensão e forte intenção de que fosse ali criado um espaço para juntos chegarmos a uma clareza sobre o encontro em pauta. Despretencioso também foi o convite para minha amga/parceira entrar comigo neste trabalho. Já haviamos trabalhado (indiretamente) juntas em outros projetos e desde que começamos a nos conhecer melhor sentia com ela aquela ressonância necessária para chamar alguem de parceiro/a. Era algo assim meio intuitivo, baseado na amizade que temos desenvolvido que me fazia ter quase certeza de que trabalhar juntas seria quase um casamento. E foi! Sem fazer força nenhuma estávamos as duas lá, uma completando a outra no agir e no pensar, e naquilo que está se provando ser tão importante, na despretensão e a presença.
Para praticar esse tipo de despretensão a que me refiro estou descobrindo também é gigante necessidade do desapego. Isso mesmo, d-e-s-a-p-e-g-o! Desapego das minhas próprias idéias pré-concebidas, da cobrança por ter sempre as respostas certas e prontas antes do tempo, da falsa noção de que muito e mais é melhor. Enfim, desapego daquilo que se quer que seja ou de quem se acha que é, para simplesmente deixar tudo ser como é! E isso tem sido um exercício e tanto, que com a prática se torna menos doloroso e muito mais prazeiroso e divertido. Requer treino, uma boa dose de entrega e outro tanto de confiança. Eu diria que aqui se é importante ter confiança no caos e na aparente desordem e insucesso, bem como no tempo que é natural a cada uma das coisas, processos e pessoas. Afinal dá tudo sempre certo no final!
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